Produzido por João
Pedro
Turma 1702
A Igreja foi construída
inicialmente pelos jesuítas, próxima do Rio Trapicheiro e ao Morro da
Babilônia, no final do séc. XVII. O
Padre José de Anchieta participou da construção desta Igreja que, na época, era
uma pequena capela isolada do povoado. O "Engenho Velho" presente
no nome da igreja faz referência ao engenho dos Jesuítas, os antigos proprietários das terras onde hoje está parte
da Tijuca.Quando a Companhia de Jesus foi extinta no Brasil, as terras do Engenho Velho foram demarcadas e foi criada a Freguesia de São Francisco Xavier. A construção modesta, então, foi reformada seguidas vezes e ampliada até o tamanho que tem hoje.
O Duque de Caxias, que morava num
palacete na Rua do Andaraí Pequeno, atual Rua Conde de Bonfim, foi responsável pela reconstrução desta Igreja, em
1869, quando recusou uma homenagem nas campanhas militares e doou o dinheiro
para a reforma, dizendo: “Quando a Casa de Deus está em ruínas, o
soldado não recebe festas. Ide reconstruir a Igreja de minha freguesia do
engenho velho”.
Esta igreja possui aquilo
que os católicos chamam de relíquia. Trata-se de fragmento de osso de um dos
braços de São Francisco Xavier, doado pelo Papa Pio XI na ocasião que a Igreja
Carioca foi agregada em 1931 à Basílica de São João de Latrão, em Roma. Também
possui uma Pia Batismal mármore de Lioz, trazida da França pelos jesuítas em
1627, a mais antiga em uso no Rio e a imagem de N. S. das Dores trazida da
Europa e doada pela Imperatriz D. Thereza Cristina em 1880.
Para se chegar à igreja, hoje, o visitante deve passar por um corredor
de palmeiras imperiais
seculares, talvez quase tão antigas quanto as do Jardim
Botânico, plantadas sobre um terreno onde, no passado, existia um cemitério.
Desenho de Ender, de 1817
Fontes:
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